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A Ilha é este canto de saudade
amargo e doce a embargar a voz que de tanto cantar já doi. Foi na Ilha que
ambos nascemos e aprendemos a trazer nos sentidos a ternura dos sabores que
perduram para além da travessia do mar que nos levou dos horizontes da nossa
juventude. Cantando a Ilha foi para nós a melhor formar ficar sempre nela e
gravar nos olhos da memória o que por já longe a nossa vista não
alcança. Que os nossos poemas e músicas possam alcançar porém o tempo de
ausência as gentes que como nós um dia também empreenderam tal viagem e as que
permaneceram no cais esperando o nosso regresso. Filomena
Rocha
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